
O Justiceiro 2 (Punisher: War Zone). Terceira vez que realizam um filme do Justiceiro (não lembro da versão do Lundgren) e a despeito da fraquinha versão do Thomas Jane e John Travolta, tive a esperança aqui de que sairia algo realmente bom, já que o selo da Marvel Studios iria impor uma abordagem mais independente e livre da imposição sem noção das majors da indústria de holyood. Ledo engano meu.
A história é de Frank Castle, homem que teve a família morta pelos mafiosos italianos e agora busca a vingança de maneira quase pisicótica, mas após matar um agente do FBI disfarçado por engano resolve questionar as proprias atitudes e abandonar a matança. Mais aos poucos percebe que sem ele, a cidade e as pessoas que gosta vão sofrer nas mãos dos criminosos.
Ok, o filme é muito violento, Ray Stevenson (da série televisiva Roma da HBO) foi uma boa escolha para o papel, o homem tem cara de mau, mas o restante não funcionou bem, o filme é monótono, chato e tem pouca movimentação, os vilões são fraquíssimos e mal trabalhados (o Retalho mas parece um palhaço e não mete medo) e tudo corre sem determinação e com um roteiro cheio de clichês. Resumindo: O Justiceiro 2 na minha opinião é um projeto bem ruizinho, que não deixa marcas nem inspira o espectador.
Achei um grande engano colocar o filme praticamente todo com um Castle relutante e arrependido já querendo abandonar os seus métodos usuais. As cenas de ação realmente são gore mas não possuem mais nenhum atrativo, são escuras e conduzidas pela diretora Lexi Alexander com os já velhos cagoetes de videclipe.
É importante perceber que encher um filme com fortes doses de violência gráfica não é garantia de que teremos algo de bom, infelizmente faltou um argumento melhor, que daria carisma suficiente ao protagonista, e mais quantidade e movimentação nas cenas de ação. Pode ser chatisse minha mesmo, mas depois do fenomenal Rambo 4, fica difícil avaliar um trabalho de direção de cenas de ação da mesma forma que antes (maldito Stalone!).
Ainda não foi desta vez que Castle teve sua redenção no cinema.



































