quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

O Justiceiro 2


O Justiceiro 2 (Punisher: War Zone). Terceira vez que realizam um filme do Justiceiro (não lembro da versão do Lundgren) e a despeito da fraquinha versão do Thomas Jane e John Travolta, tive a esperança aqui de que sairia algo realmente bom, já que o selo da Marvel Studios iria impor uma abordagem mais independente e livre da imposição sem noção das majors da indústria de holyood. Ledo engano meu.

A história é de Frank Castle, homem que teve a família morta pelos mafiosos italianos e agora busca a vingança de maneira quase pisicótica, mas após matar um agente do FBI disfarçado por engano resolve questionar as proprias atitudes e abandonar a matança. Mais aos poucos percebe que sem ele, a cidade e as pessoas que gosta vão sofrer nas mãos dos criminosos.

Ok, o filme é muito violento, Ray Stevenson (da série televisiva Roma da HBO) foi uma boa escolha para o papel, o homem tem cara de mau, mas o restante não funcionou bem, o filme é monótono, chato e tem pouca movimentação, os vilões são fraquíssimos e mal trabalhados (o Retalho mas parece um palhaço e não mete medo) e tudo corre sem determinação e com um roteiro cheio de clichês. Resumindo: O Justiceiro 2 na minha opinião é um projeto bem ruizinho, que não deixa marcas nem inspira o espectador.

Achei um grande engano colocar o filme praticamente todo com um Castle relutante e arrependido já querendo abandonar os seus métodos usuais. As cenas de ação realmente são gore mas não possuem mais nenhum atrativo, são escuras e conduzidas pela diretora Lexi Alexander com os já velhos cagoetes de videclipe.

É importante perceber que encher um filme com fortes doses de violência gráfica não é garantia de que teremos algo de bom, infelizmente faltou um argumento melhor, que daria carisma suficiente ao protagonista, e mais quantidade e movimentação nas cenas de ação. Pode ser chatisse minha mesmo, mas depois do fenomenal Rambo 4, fica difícil avaliar um trabalho de direção de cenas de ação da mesma forma que antes (maldito Stalone!).

Ainda não foi desta vez que Castle teve sua redenção no cinema.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Música dos Filmes - O Grande Dragão Branco (BloodSport, 1988)


Excelente trilha sonora misturando sintetizadores e temas orientais de Paul Hertzog e o rock/pop oitentista deliciosamente datado de Paul Delph.

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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Duas Aventuras Cazaques.


Vou fazer comentários sobre duas produções de aventura histórica baseada em fatos reais realizadas recentemente no Cazaquistão. São dois filmes realizados com bastante esforço e apuro técnico pelos cazaques, que utilizaram suas locações e seu dinheiro para financiar a empreitada. Percebe-se logo de cara nos filmes o carinho e o cuidado na realização dos mesmos, já que além de serem grandes apostas, mexem com o espírito patriótico e de formação daquele povo. No entanto para realiza-los os cazaques recorreram a auxílios multinacionais de participações, como atores japoneses, americanos, finlandeses e ao diretor russo Sergei Bodrov, realizador de ambos os filmes.


Mongol (2007), é o que pode se chamar de pequeno épico, ou pequena pérola. Temos aqui contada um retalho inicial de uma grande saga, que seria a conquista de boa parte do mundo conhecido por Gengis Khan. O filme vai narrar o nascimento do homem, seu relacionamento com sua mais fiel esposa (feita por Khulan Chuluun, muito bela) e como aos poucos sua personalidade foi talhada pela dureza e violência das estepes asiáticas para em seguida poder unir e comandar os povos nômades para um objetivo comum, e que iria influenciar a formação de muitos países da Ásia.

Estamos no século XII, o apuro histórico e visual do filme é impressionante, e o fato do elenco em sua maioria ser local e falar a língua da época, dão uma veracidade com poucos pararelos em filmes históricos. O ator japones Tadanobu Asano faz Tedmujin adulto, naquele tipo de performance que o ator some por detrás do personagem. Ritmo lento mas hipnótico, sutileza na condução, grande profundidade humana, escassas mas grandes cenas de combate dão o tom do filme, que é guiado pela ótima trilha sonora do finlandês Tuomas Kantelinen, que dá a obra um espírito de aventura distante, quase de conto de fadas.

Interessante também a dualidade de Tedjemudin, ao mesmo tempo cruel e sanguinário com os inimigos, e um homem carinhoso e comtemplativo com os parentes e companheiros. Pode ser decepcionante que a história de fato não tenha fim e que acabamos sem ver o melhor da vida de Khan, mas é de bater palmas o belo retrato montado neste filme. Vale a pena.


Nomad - A Profecia de um Guerreiro (2005). Já neste filme aqui, realizado dois anos antes pelo mesmo pessoal de Mongol, faltou o principal: equilíbrio. Trata-se da história de Mansur, passada no século XVIII, descendente direto Gengis Khan, e de seu amigo Orali, que serão responsáveis pela unificação das tribos cazaques em uma única nação, o que viria a ser o Cazaquistão moderno, devido à ameaça de um inimigo comum, a tribo Jungar.

Apesar do retrato civilizacional ser o mesmo, o da selvagem rotina dos povos das estepes asiáticas durante períodos de barbárie, Nomad... é um filme bem diferente de Mongol, primeiro aqui a produção pareçe ter caído no erro de seguir à risca a cartilha do épico holyoodiano plastificado de verão: clichês, triângulos amorosos melosos, trilha sonora rompante e pouco sutil em vários momentos e tudo mais. Como ponto positivo temos novamente a produção muito boa com reconstrução de figurinos e cenários de um nível muito alto, além de batalhas em larga escala sem a utilização de computação gráfica.

A produção da terra novamente dá uma certa veracidade, mas aqui o elenco de frente foi radicalizado na multinacionalização, compostos entre outros de mexicanos e americanos, como o havaiano Mark Dacascos, quase irreconhecível pela caracterização de época, fazendo um dos vilões, e a dos próprios protagonistas, feitos por Jay Hernandez (de O Albergue) e Kino Becker.

Nomad... infelizmente acaba não se sustentando, por ser muito previsível, realizado com a velha pretensão de forçar as emoções no espectador e o resultado é que tudo fica muito enfadonho e sem conteúdo. Ficam as imagens belíssimas das estepes cazaques e a decepção de serem desperdiçadas em um filme sem a substância necessária. Ainda bem que Bodrov parece ter percebido os erros e limpado bem as arestas para realizar o Mongol dois anos depois. Visto desta forma A Profecia de um Guerreiro pode ser visto quase que como um ensaio mal-sucedido de Mongol. Recomendo apenas para os aficcionados em filmes históricos.

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Força Policial.

Força Policial (Pride and Glory, de Gavin O'Connor). É difícil dizer como a uma altura destas, uma produção consegue reunir um elenco tão bom e caro, recursos a vontade como só Holyood sabe juntar, para fazer um filme que além de não ter absolutamente nada de novo a dizer, ainda tem uma argumento recheado de clichês e uma condução esquemática e óbvia.

Força Policial tem a pretensão de contar uma saga familiar onde o patriarca Francis Tirney (John Voight) seus dois filhos, Tirney Jr. (Noah Emmerich) e Ray (Edward Norton) e o cunhado destes Jimmy (Colli Farrell) são da NYPD (New York Police Department) uma das forças policiais mais famosas e bem vistas dos EUA , devido a pacificação imposta na cidade nos anos 80 e o sacrifício de vários de seus membros no atentado terrorista de 11/09/2001.

Tirney Jr. é honesto e comanda a delegacia 31, que está contaminada por um esquema sujo de corrupção que vem a tona quando quatros de seus membros são mortos em uma emboscada. A partir daí Ray é desnignado para investigar as mortes e caçar o culpado, e o esquema podre aos poucos vem a tona e aí vem o conflito de revelar tudo e expor a família e a instituição ou simplesmente acobertar o esquema e levar a família a corromper-se junto com os demais. Tudo é muito previsível, o roteiro se rende ao melodrama manjado; um dos irmãos além de ser separado e querer o retorno da esposa, tem um passado profissional comprometido devido à morte de um parceiro, o outro tem uma mulher com câncer, o patriarca da família é alcoolátra, etc. Tudo é conduzido sem sutileza pelo diretor Gavin O"Connor , e sempre forçando a barra.

O filme acaba caminhando para um final muito ruim, um conjunto de situações sem veracidade e que torna explícito o quão fraco e pouco criativo foi o roteiro escrito tamaém por O'Connor. Força Policial ainda fica mais fraco quando o comparamos com outros filmes que falam especificamente do NYPD como Cop Land, O Gangster e Os Donos da Noite (que fala justamente da época da pacificação), todos estes muito superiores e olhem que deve ter mais porque lembrei destes de impulso...

Em meio há tantas falhas somente temos um ponto positivo na escolha do elenco que tenta de forma heróica dar vida ao roteiro, em especial Collin Farrel que tem o melhor personagem do filme, instável e explosivo, mas ainda mesmo assim a turma por detrás das câmeras dava um jeito de atrapalhar, ao colocar uma cicatriz ridícula e sem propósito no rosto de Edward Norton . De resto a direção resolveu dar uma carga de violência explícita em alguns momentos da obra e só. Não recomendo nem aos amantes dos filmes policiais.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Westerns Orientais.

Comentários destes dois Westerns recentes vindos lá do oriente, o primeiro japonês e o segundo Sul-Coreano.


Sukiyaki Western Django (Idem, de Takashi Miike, 2007). Apesar do nome Django no título este trabalho, Mike se inspira no gênero western italiano em geral. O argumento principal segue mais o primeiro filme de Sergio Leone com Clint Eastwood o Por Um Punhado de Dólares do que o Django de Corbucci propriamente dito, apesar de é claro fazer questão de inserir a famosa metralhadora giratória guardada dentro de um caixão. No filme temos as duas facções inimigas (os brancos e os vermelhos), a cidade quase vazia e decadente, o homem sem nome que vem em socorro aos desamparados, a mulher que esconde seu passado... ou seja, as referências se atropelam, sobrando inclusive para a trilogia de fantasia O Senhor dos Anéis (o xerife/Golum).

Não é uma obra cinematográfica para todos os gostos. O local é fictício, um Japão rural misturado com o oeste antigo americano, e tudo mais é de uma estilização extrema, desde os figurinos estapafúrdios, cenários propositalmente artificiais, trilha sonora que surge dentro do prórpio filme (as cenas dos tambores), animações, atuações intencionalmente caricaturais (Tarantino, o xerife) e etc. O filme faz questão de ser anárquico, sem controle e demente a ponto de seriamente questionarmos a sanidade do diretor. O exagero da bagunça prejudica um pouco já que faz o filme ficar cansativo ao insistir na falta de lógica, mas por atirar para tantos lados logicamente aparecem aspectos positivos; algumas caracterizações são bem legais (o líder dos brancos por exemplo) e o riso vem bem espontaneamente em algumas partes, pricipalmente nas cenas de humor negro.

Mais movimentado na sua segunda parte, Sukiyaki Django acaba terminando com um saldo positivo, por Miike resolver encerrar o filme em alta qualidade, com um tiroteiro muito bem orquestrado e um duelo final climático . E como não se emocionar com a música tema original do filme de Sergio Corbucci sendo cantanda em Japonês?


Já O Bom, O Mau e O Bizarro (The Good , The Bad, The Weird aka Joheunnom nabbeunnom isanghannom, de Ji-woon Kim, 2008) é bem mais acessível e despretensioso, a intenção aqui é diversão pura e o entretenimento, e o filme consegue impor um grande ritmo de aventura na simples história de caça ao tesouro na agitada Manchúria (país fantoche criado à força pelo Japão imperial tomando partes da Coréia e da China) nas vésperas da segunda guerra mundial. Logicamente o filme evoca o clássico de Sergio Leone Três Homens em Conflito, mas buscar comparar os filmes seria um tanto injusto, já que Leone tinha um nível de realização muito apurado em todos os sentidos, e temos que pensar no filme coreano mais como uma homenagem.

Excelente produção, ótima trilha sonora, trabalho de câmera fantástico, cenas de ação de tirar o fôlego, com destaque para a perseguição no deserto na segunda metade, longa e complexa, deve ter gerado um trabalho de louco para a equipe do filme. Gostei muito também da estética dos personagens e das inúmeras facções. Ji-woon Kim faz as vezes neste filme do famoso estilo de diretor-general, sempre trabalhando com cenários e locações a perder de vista, figurantes a mil etc. Os três protagonistas foram bem escolhidos, mas o realizador resolveu claramente colocar o bizarro em primeiro plano com uma boa intepretação de Kang-ho Song.

Mas nem tudo é perfeito no filme, o roteiro escorrega um pouco fazendo algumas piadas não funcionarem, deixando algumas pontas soltas, como se o filme tivesse sido editado à força (e olhem que tem mais de duas horas) e a pior parte foi o encerramento pouco satisfatório na minha opinião. Mas vale muito a pena assistir, seja para comprovar o talento dos sul-coreanos no cinema de entretenimento, seja para conferir um western movimentado como a bom tempo não se fazia.

Obs: Interessante como ambos os filmes possuem ecos fortes de Kill Bill de Q. tarantino. Em Sukiyaki... o duelo final com neve remete claramente ao duelo entre a noiva e O-Ren Ishii, enquanto na perseguição no deserto de O Bom, O Mau e O Bizarro a trilha sonora que guia a cena é Don't Let Me Be Misunderstood, em uma versão instrumental assim como no mesmo filme de Tarantino (e na mesma cena do duelo de espadas)... influência dos influenciados...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Comentários - Cinema Automobilístico.

Na década de setenta, um sub-gênero de filmes se tornou muito popular nos EUA, e em seguida na europa também: o de corrida de automóveis. Muito influenciado pela abertura de moderna e novas estradas pelo país afora, os americanos no campo do entretenimento logo trataram de abordar o tema com argumentos quase sempre envolvendo grandes perseguições automobilísticas.

Deste círculo de filmes, chamados entre outro nomes de "automovies" a maioria era realizado claramente para agradar ao público, sendo exibido em sua maioria em cinemas alternativos e drive-ins, com elencos mais baratos e pouca preucupação com o politicamente correto, mas mesmo assim com um apuro realístico incrível, perseguições colocando em risco de forma real a vida de dublês e pessoal da produção em geral, tudo de forma a agradar e impressionar uma platéia ávida por velocidade, acidentes e destruição. Se destacaram filmes desta safra por exemplo "Grand Theft Auto", "Cannonball" (que o Felipe M. Guerra dissecou aqui) e estes dois que vou comentar abaixo:

Corrida Contra o Destino (Vanishing Point, 1971 de Richard Sarafian), de certa forma é uma obra precoçe da safra de filmes de corrida já que veio um pouco antes do estouro do estilo. A projeção conta a a história de um ex-combatente do vietnã, ex-policial e ex-piloto de corridas (ou seja, ex em tudo) que trabalhando para uma agência de venda e entrega de automóveis recebe a incubência de entregar um Dodge Challenger 1970 branco de Denver, no Colorado, para São Francisco, na Califórnia. Logo na partida ele aposta com um amigo que consegue fazer a entrega em 15 horas. Então entope-se de barbitúricos para não dormir (aqui no Brasil conhecido nas estradas como "arrebites") e parte para a rodovia soltando fogo.

Em dado momento devido a alta velocidade é dada a ordem de parada por policiais rodoviários em motocicletas harley-davidson; Kowalski (Barry Newman), provalvemente pensando na aposta e meio chapado, desobedece e foge, iniciando uma intensa perseguição por várias forças policiais rodoviárias de vários estados ao longo do caminho. Como se não bastasse, Kowalski ainda tem que enfrentar pelo caminho motoristas de pega que o querem tirar da estrada e assaltantes homossexuais. Vanishing Point em resumo é isto, uma longa e muito bem encenada perseguição automobilística, imposta de forma realista e intercalada por flashbacks da vida passada do protagonista, e os toques habituais de road-movie.

O filme na verdade vai bem além da ação pura e simples, e em dado momento a polícia nem sabe mais porque o persegue com tanto aparato, já que o carro não é roubado e nem Kowaslki sabe por que tem que fugir sem parar se arriscando por causa de uma aposta. Logo entendemos o filme como uma metáfora onde o personagem principal claramente não tem mais seu lugar no mundo e simplesmente prossegue porque tem que seguir adiante. Consumo de drogas, comunidades hippies, coletores de serpentes, moças nuas em motocicletas e uma trilha sonora selecionada dão ao filme a essência básica de um cult.

Um retrato bem característico da sociedade americana no começo dos anos 70, quando a filosofia "paz e amor" já se deteriorava. Somente achei a trama paralela do Dj que o auxilia através da estação de rádio um pouco enjoada (o Dj é muito chato com aquela gritaria). Filme interessante e muito bem conduzido por Sarafian, que entende do riscado mas que infelizmente cairia no ostracismo no final da década.


Corrida Com o Diabo (Race With The Devil, 1975 de Jack Starrett). Dupla de corredores profissionais de motocicletas e suas respectivas esposas resolvem sair de férias em um novo moto-home (aqeles veículos-residência muito populares nos EUA) e viajar pelas estradas do interior "country" até Aspen para esquiar e descansar um pouco. No começo tudo vai bem com os homens demonstrando suas habilidades nas motos que levaram na bagagem, bebedeiras com as esposas e tudo mais. Só que em dado momento que estão acampados ,acabam testemunhado um ritual de magia negra em um vale deserto onde uma moça é sacrificada e são implacavelmente perseguidos pelo sinistro grupo de assassinos ao longo das rodovias dos EUA.

É impressionante como no imaginário americano ficou enraizado o temor que os habitantes da cidade grande tem dos "caipiras" do interior, não foram poucas as vezes que os mesmos são tratados no cinema como pilantras, preguiçosos, sádicos, assassinos e aqui neste filme são também satanistas, e que parecem estar por toda a parte, dando o clima de paranóia. Não são poucas as vezes que os casais tem sair em disparada com seu desengonçado veículo, sempre acuados ou assustados. A polícia faz pouco caso de seus temores, e logo eles entendem que se quiserem sobreviver terão que enfrentar o perigo de frente.

Corrida contra o Diabo é essenciamente durante boa parte de sua duração um filme de suspense, desde os interessantes créditos iniciais até antes de iniciar o confronto propriamente dito com o grupo de bruxos. A dupla principal é boa, temos Peter Fonda com aquele eterno ar "Easy Rider" com muito carisma enquanto o outro é o já falecido Warren Oates (de Meu Ódio Será sua Herança) que dá o contraponto carrancudo necessário e tem para si a melhor frase do filme: "I don't believe in a school bus on Sunday". As mulheres dos protagonistas é que infelizmente pouco fazem mais do que gritar e chorar durante boa parte do filme.

O diretor Jack Starrett, que já dirigiu episódios de séries televisivas clássicas da época como Planeta do Macacos e Starsky and Hutch e trabalhou mais como ator, é seguro e apresenta um filme enxunto, tenso durante toda a sua duração e deixa guardado para os vinte minutos finais a ação principal, uma perseguição automobilística desesperada e muito bem feita. Legítimo produto da década, vale uma conferida para saber como se faz um thriller de qualidade sem precisar de muita coisa.


terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Previsões 2009 - Projetos Promissores (ou não) - Parte 5


Resumo da Opera: Fighting, de Dito Montiel abordará o submundo das chamadas street fights, nos EUA, com Terence Howard e Cung Le no elenco. Cung Le que por sua vez também estará em True Legend, novo projeto de época de Yuen Woo-Ping a sair no final do ano. Street Fighter: A Lenda de Shun-Li de Andrezedj Bartkowiak é mais uma tentativa de trazer a história do famoso game para as telas com sucesso, a aposta será um filme ponto de partida com poucos personagens, deixando de fora inclusive os mais conhecidos do game... cheiro de bomba. Legendary Assassin de Wu Jing, promete ser um filme de artes marciais à moda antiga com uma generosa dose de drama, pelo trailer é filmão. COWEB, é a estréia como diretor do coreógrafo da série Once Upon a Time in China, Xiong Xin-Xin e vai mostrar o trabalho de uma jovem especialista em artes marciais que é guarda-costas de um chefão ameaçado por lutadores perigosos. Da Tailândia virá Fireball, de Thanakorn Pongsuwan, que promete misturar Muay-Thai e um jogo parecido com basquete de forma bastante violenta.




Lá no Mainstram americano logo no primeiro semestre The Rock (que pelo visto quer se livrar deste apelido) protagoniza Race to Witch Mountain, sobre dois adolescentes paraormais perseguidos que embarcam por acaso no taxi do herói. Fast & Furious sai em abril, e trás de volta Vin Disel na franquia que infelizmente virou referência de público aqui no Brasil. Comandos Em Ação de Stephen Sommers estréia no segundo semestre, conferida só pela nostalgia. The Taking of Pelham 123 de Tony Scott, vai ser um remake do clássico de 1974, sobre o sequestro de um trem de metrô, com Denzel Washinton (já virou ator feitiche do diretor) e John Travolta. Crank 2, de bryan Taylor é a improvável sequência de Adrenalina, e promete ter a mesma desmioliçe aumentada do primeiro filme, deve estrear ainda no primeiro semestre.



No reino dos DTV e independentes: Jean Claude Van Damme vai atacar de diretor e protagonizar The Eagle Path (foto), filmado na Tailândia com uma forte história de amor em meio ao argumento de ação. Give in Hell, Malone, de Russell Mulcahy, vai apresentar um filme policial setentista recheado de violência e sexo, pelo teaser parece ser interessante ,Thomas Jane é protagonista e a belíssima Chris Yen também está no elenco. Black Dynamite, de Scott Sanders vai ser um projeto interessantíssimo, um legítimo exemplar blaxploitation tanto na história como no estilo de edição e filmagem, vai ser visto pela primeira vez no festival de Sundance. Command Performance, dirigido e estrelado por Dolph Lundgren, vai trazer a incrivel história de um baterista de uma banda de rock e ex-agente de segurança (advinha quem?) que vai salvar o presidente da Rússia de um sequestro realizado por terroristas em um concerto musical, o teaser abaixo com o sueco atacando de baterista performático é hilário:


domingo, 18 de janeiro de 2009

Previsões 2009 - Projetos Promissores (ou não) - Parte 4


Dogs of Chinatown - previsão: fevereiro
Diretor: Micah Moore
Elenco: Rudy Chu, Brian Lee, Hyuen Thi.

Não confundam o diretor com aquele documentarista famoso. Este é o projeto de estréia dele e pelas imagens do trailer é um filme bem primitivo com vários elementos extremos como suicídio e consumo de drogas. As cenas de luta segundo alardeiam os produtores são ultra-realistas.


Public Enemies - previsão julho/agosto
Diretor: Michael Mann
Elenco: Johnny Deep, Chistrian Bale, Stephen Dorff, Marion Cotillard e Billy Crudup.

Filme irá narrar a saga do gangster assaltante de bancos Dilinger (Deep) durante a época da grande depressão nos E.U.A e paralelamente a luta do F.B.I sob o comando do lendário Edgar Hoover (Billy Crudup) para captura-lo e destruir a corrupção dentro da própria corporação. A produção já anunciou a presença de diversos embates de armas de fogo, no estilo que só Mann sabe fazer. Sem maiores comentários, periga a ser o filme do ano.


Inglorious Basterds - previsão: agosto
Diretor: Quentin Tarantino
Elenco: Brad Pitt, Eli Roth, Simon Pegg.

Ainda é um pouco cedo para saber o verdadeiro tom desta última produção do queixudo .Pelo elenco alardeado antes das filmagens o resultado foi ficando um pouco decepcionante, e Morricone pulou fora da trilha etc. Mas confio no diretor e espero uma produção desta vez mais um pouco movimentada e com um pouquinho menos de papos intermináveis. E no filnal das contas ningúem faz um filme estilo Tarantino tão bem como o próprio.


O exterminador do Futuro: Salvação - previsão: maio
Diretor: McG
Elenco: Christian Bale, Bryce Dallas Howard.

Finalmente vai ser mostrada a guerra entre máquinas e Humanos. A aposta na produção foi alta, o elenco é bom e curto bastante os filmes anteriores (inclusive o terceiro) mas sem Arnold e com McG na direção... tudo pode estar perdido.

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Previsões 2009 - Projetos Promissores (ou não) - Parte 3


Shinjuku Incident - previsão: junho/julho (China)
Diretor: Derek Yee

Elenco: Jackie Chan, Ken Watanabe, Daniel Wu, Ju Jinglei.

Projeto de drama/ação do astro de Hong Kong. Jackie Chan faz um imigrante chinês que chega no Japão e descobre que sua antiga namorada agora é casada com um chefe da yakuza (Ken Watanabe). Logo ele também passa a fazer parte da esfera do grupo, trabalhando como um assassino, mas passa aos poucos a questionar e perceber o inferno sem volta em que entrou. Como pano de fundo o filme irá mostrar o sofrimento dos imigrantes chineses no Japão. Como no último exemplar de Police Story, será um filme totalmente sério de Mr. Chan, e agora abordando um tema explosivo que é a relação entre Japão e China. Chan contra yakuza? Ken Watanabe como vilão? Tem todas as prerrogativas para ser um filmaço.

Higk Kick Girl! - previsão: julho (Japão)
Diretor: Fuyuhiko Nishi
Elenco: Rina Takeda
.

Colegial se envolve contra uma gangue de peritos em artes marciais que querem matar o seu sensei. Com o sucesso de Chocolate em todo o oriente, o Japão começa a produzir em larga escala filmes de ação de artes marciais com garotas como protagonistas. Este parece ser o mais promissor, já que tem o competentíssimo Fuyuhiko Nishi na d
ireção, e Rina takeda, além de ser na vida real faixa preta de Karate terá sua personagem vestida de colegial em todas as cenas...

Ninja Assassin - previsão: final do ano
Diretor: James McTiegue
Elenco: Jung “Rain” Ji-hoon, Naomie Harris, Rick Yune, Sho Kosugi.

Garoto tirado das ruas é treinado por clã de ninjas assassinos e vira o seu mais eficiente matador, mas ele se rebela após o clã matar o seu melhor amigo e vai enfrentar os seu antigos mestres em uma batalha mortal. Produção dos irmãos Wach
owski, com o astro pop Rain no papel principal. O filme promete abusar da violência e da estilização e trás o ícone dos filmes de Ninja dos anos 80, Sho Kosugi como o líder do clã. Vamos ver...


Ninja - previsão: junho (EUA)
Diretor: Issac Florentine
Elenco: Scott Adkins, Tshuyoshi Ihara, Mika Hiji, Tod Jhesen.

Ocidental altamente treinado na arte Ninjutsu retorna a Nova Iorque para proteger a lendária armadura Ninja Yoroi Bitsu de ser tomada por um grupo de assassinos. Pareçe começar haver uma tendência de retorno de filmes sobre ninjas, que foram uma febre nos anos 80. Issac Florentine (de The Shepherd e Undisputed 2) dirige a produçao e costuma realizar sequências de ação acima da média. Scott Adkins, muito recorrente como dublê e coadjuvante de vários filmes de ação recentes vai ter a sua chance como protagonista. Apesar de tudo creio que será um DTV e é bom não colocar muitas esperanças.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Previsões 2009 - Projetos Promissores (ou não) - Parte 2


Punisher 2: War Zone (O Justiceiro 2) - previsão: 3 de abril (Brasil)
Diretora: Lexi Alexander
Elenco: Ray Stevenson, Dominic West e Doug Hutchinson.

Ok, já saiu nos EUA em dezembro, mas quase ningúem aqui viu. A opinião da maioria foi satisfatória e a geral foi que o filme é doentio e violento. Não fui muito com a cara das cenas de ação do trailer, excessivamente estilizadas, cortesia da diretora. Frank Castle, apesar de ser um herói mais alternativo da Marvel é um dos personagens que mais insistiram destrambelhadamente no cinema, com três produções totalmente divergentes uma da outra. Mas de qualquer forma vale conferir com certeza.


Obg Bak 2 - sem previsão no Brasil
Direção: Tony Jaa

Elenco: Tony Jaa
, Nirut Shirychania.

Já saiu nos países do oriente entre dezembro e começo de janeiro. Podemos esperar o melhor possível disto aqui. Pelos trailers e promos, as imagens são incríveis, tanto pela alta produção como pelas cenas de combate. Tony Jaa ataca como diretor, mas a supervisão deve ter sido tanta que a inexperiência não deve prejudicar. Ambientado em uma época passada os personagens nada tem a ver com o primeiro filme. Conferida obrigatória.


The International - previsão: fevereiro (EUA)
Direção: Tom Tykwer
Elenco: Clive Owen, Naomi Watts

Agente da Interpol e mulher estão determinados a desmontar uma rede de corrupção internacional por trás de uma poderosa instituição financeira. Trama de de ação internacional ao estilo 007 e Bourne. Direção e locações européias. Pode ser uma boa pedida. Neste caso aqui depende muito de como o roteirista Eric Waren elaborou a história toda.

Against The dark - previsão: fevereiro (EUA)
Direção: Richard Crudo

Elenco: Steven Seagal, Tanoai Reed
.

Periga a ser a comédia do ano se a produção e Mr. Seagal não tomaram o devido cuidado. Neste DTV ele é um mestre da espada samurai que vai comandar um grupo de resgate em uma missão em um hospital repleto de vampiros, zumbis e o que mais vier. Pelas últimas produções que Seagal apareceu infelizmente tem tudo para ser um desastre total sem ter nem pelo menos o humor involuntário. O trailer pode ser visto abaixo:

Previsões 2009 - Projetos Promissores (ou não) - Parte 1


Killshot (Tiro Certo) - previsão: 23 de janeiro (EUA)
Direção: John Madden
Elenco: Diane Lane, Thomas Jane, Mickey Rourke, Rosario Dawson e Justin Timberlake.

Um casal ingresso no programa de proteção as testemunhas é implacavelmente perseguido por um assassino profissional. Mikey Rourke, o ator do momento faz o vilão, o que é promissor, mas os nomes restantes do projeto podem embolar tudo. John Madden não tem absolutamente experiência nenhuma no gênero e pelos filmes mais notórios dele (Capitão Corelli, Sheakspeare Apaixonado) é para se ter um pouco de medo do resultado.


Outlander - previsão: 23 de janeiro (EUA)
Direção: Howard McCain
Elenco: Karl Urban, James Caviziel, Sophia Myles, Ron Perlman e John Hurt.

Um verdadeiro bumba-meu-boi: espaçonave de outro mundo cai na terra no norte da Europa durante o domínio Viking. Na nave um terrível monstro alienígena e um herói combatente. De forma desesperada o herói de outro mundo com suas armas de alta tecnologia se alia aos primitivos soldados vikings e seus arsenais da idade do ferro para matar o monstro que ameaça exterminar toda a civilização nórdica. Com um argumento destes o que pode salvar o filme de ser mais uma bomba é assumir explícitamente a sua vocação B, e abusar da violência. O diretor é o mesmo da série Underworld, ou seja, tem capricho pelo visual, mas pelo resto... Ron Perlman pelo menos é sempre boa presença.


Push - previsão 06 de fevereiro (EUA)
Direção: Paul McGuigan
Elenco: Dakota Fanning, Chris evans, Djimon Hounsou

Programa de agentes secretos, norte-americanos implanta os chamados pushers, agentes com poderes telecineticos que acabam saindo do controle. A chave para desmontar o grupo está em uma garota vidente de 13 anos. Simplesmente temos aqui uma produção que segue a cola recente das séries televisivas estadunidenses como Heroes e até mesmo outros filmes como Jumper. Sinceramente acho que vai trazer tudo o que estas produções tem de pior.

Shadows in Paradise - s/ previsão
Direção: Bill Corcoran
Elenco: Tom Sizemore, Mark Dacascos, Dany Trejo, Armand Assante e Steven Bauer.

Esquadrao Cladestino é formado para combater terroristas da rede Al-Qaeda. Típica produção DTV americana; mas me chamou a atenção para o elenco, reunindo vários medalhões recorrentes deste tipo de produção. Assante de qualquer forma é um puta ator. Vou esperar para ver o que vai dar, já que o diretor Bill Corcoran tem mais experiência na televisão do que nos DTV.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Rapidinhas: Van Damme e Steven Seagal

Comentários rápidos sobre estes dois filmes recentes (não os últimos) de dois ícones do cinema de ação norte-americano.



Até a Morte (Until Death, 2007) veio com uma proposta nova na então combalida carreira de Van Damme. Mais calcado no drama e com uma certa pretensão noir, o diretor Simon Fellows, que volta a trabalhar com o belga (desta vez a parceria rendendo algo mais do que o fraco Segundo em Comando), mostra o ex-bailarino no papel de um policial viciado em drogas que caiu em desgraça após uma operação mal-sucedida em que acabam morrendo dois policiais de sua equipe. A primeira metade do filme de fato é muito boa, bastante movimentada, e mostra a gradual descida do personagem Anthony Stowe ao inferno pessoal e profissional de forma bem convicente e auto-destrutiva, muito graças a supreendetemente boa atuação de Van Damme (a cena do restaurante com a esposa do seu personagem mostra isto), no entanto o roteiro logo evidencia os seus buracos na segunda metade, quando o filme fica enfadonho e com reviravoltas forçadas. Prejudica muito também um fraco vilão que nunca fica explicado qual foi mesmo a relação que possuía com o protagonista no passado. Com poucas cenas de combate físico, mas com generosas cenas de tiroteio (a da lanchonete é a melhor), Até a Morte vale a conferida por trazer um Van Damme vigoroso e convicente e aparentemente feliz por estar envolvido no projeto.



O que Van damme mostra de entusiamo em seus últimos filmes, apesar de serem um tanto capengas, Steven Seagal mostra de desânimo, tristeza e falta de carisma em suas últimas fitas. O Voo da Fúria (Flight of Fury, 2007) é prova disto. Notadamente em fora de forma, com dublês em praticamente todas (bem fracas por sinal) cenas de ação e inclusive sendo dublado em alguns diálogos enxertados para colar o roteiro, o outrora astro dos fenomenais Nico, Acima da Lei e Marcado Para a Morte se mostra aqui apático e "atuando" notadamente para cumprir a obrigação de sempre lançar dois ou três filmes por ano no mercado de vídeo mundial. Se obras recentes que o mestre de Aikido participou como Operação Sol Nascente e Lado a Lado Com o Inimigo se mostram interessantes em alguns pontos devido a competencia do trabalho de direção (Mink e Anthony Hickox respctivamente), O voo da Fúria ainda tem a infelicidade de trazer um diretor de nome Michael Keusch que falha miseravelmente em todas as partes de movimento e não consegue empolgar em absolutamente nenhum momento que pretensamente era para ser emocionante. Em certo momento da obra temos até uma cena lésbica mais ousada entre duas atrizes que é disparada a melhorcoisa do filme, sinal que algo saiu muito errado em tudo aqui. O roteiro que trás uma trama militarista inverossímel no Afeganistão até daria desculpas para bons momentos, mas nada foi bem aproveitado. Fiquem longe disto aqui.

De volta ao blog!

Olá amigos depois de uma "pequena" ausência vou retornar aos textos desta vez sem as mulheres e o MMA (só no blog!) tecendo comentários sobre o cinema de movimentação. Espero que gostem.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Se tempo para atualizações.

Olá amigos, infelizmente o tempo para postagens no blog ficou minúsculo neste mês, viagem, trabalho, estudo etc. E logo em setembro o mês do MMA que estão acontecendo eventos incríveis! Mas espero voltar com as postagens logo, logo. Até lá abraços!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

O bode expiatório do UFC


A maior polêmica tem acontecido em torno da luta entre o brasileiro Renato Sobral e o norte-americano Heath no último UFC. Primeiramente creio que o evento americano tem contradições sérias. Impede certos golpes como joelhadas em quatro apoios, chutes na cabeça no chão e ao mesmo passo permite cotoveladas, que são golpes muito ofensivos, que abre cortes na cabeça com muita facilidade, e foi o que aconteceu com o americano nessa luta. Por sinal gostaria de saber por que raios a mesma não foi interrompida. Gostaria de saber que sádico estava gostando de ver a luta daquela forma, com aquela perda de sangue toda por parte do norte-americano. E para piorar tudo a finalização de Sobral (anaconda) foi muito criticada demorando o brasileiro de soltar o golpe mesmo apos a luta ter se encerrado.

Como resultado de tanta incompetência da organização naquela luta que claramente devia ter sido interrompida antes, o presidente do evento resolve fazer exemplo e anuncia que o brasileiro está expulso da organização em uma tentativa desesperada de o episódio não ficar feio. O fato é que Sobral tem mesmo sangue quente e errou ao agir daquela forma no encerramento da luta, e agiu com pouca inteligência ao declarar que fez aquilo de propósito, dessa forma ficou difícil segurar o problema, e ele acabou pagando caro. A luta se transformou em um prato cheio para os críticos do esporte, e se converteu nisso vejam bem não apenas por causa do lutador brasileiro, mas também por causa da letargia da organização.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

Filmes - A Cruz de Ferro

A CRUZ DE FERRO (CROSS OF IRON) - Inglaterra/Alemanha; 1977. Dirigido por Sam Peckinpah; com James Coburn, Maximilian Schell, James Mason, David Warner, Klaus Löwitsch, Vadim Glowna e Roger Fritz.

É realmente um grande prazer assitir um filme com uma boa expectativa e ao termina-lo ter a certeza de que tudo aquilo que você esperava foi superado. É claro que é um filme do mestre Peckinpah, mas não sabia que A Cruz de Ferro era uma obra tão visceral, tão bem dirigida e conduzida e tão emocionante. Tudo funciona perfeitamente. O impacto das cenas é forte, o uso do som é eletrizante, a edição é elegante, a fotografia enevoada é climática. O tradiconal uso da câmera lenta é usado sobermamente nas cenas de ação, e que cenas! O ataque dos temíves tanques soviéticos T-34 ao pelotão do sargento Steiner na segunda metade é de deixar o John Woo de hoje em dia corado de vergonha. Mas vamos a história: em meados de 1943 a Alemanha começa a sua decorrada diante do exército vermelho da União Soviética. Batendo constantemente em retirada pelo imenso terrítório russo, os alemães não tem descanso diante dos ataques; é neste cenário que somos apresentados ao pelotão germânico comandado pelo sargento Steiner (James Corbun perfeito) que por sua vez passa a receber ordens do capitão Stransky (Maximilian Schell) um oficial sem escrúpulos nem compaixão pelos seus soldados que almeja conseguir a qualquer custo a condecoração cruz de ferro, a maior honra dada a um militar em combate na época da Alemanha nazista. Com cuidado, o diretor vai construindo com maestria o perfil dos personagens, presos a um ambiente de constante neurose mostrados em vários diálogos bem construídos e situações deprimentes. Sem aliviar em nada, o filme se mostra depressivo e ultra-violento em meio a hipocrisia e cinismo dos oficiais superiores nazistas (ótima a passagem da enfermaria). A segunda metade, quando o pelotão de Steiner vaga pelo terreno soviético sem comando e sem esperança é recheada de passagens espetaculares como quando os alemães batem de frete com um grupo de mullheres-soldados russas. Um exemplar perfeito e unsual do cinema de guerra, afinal é mostrado o embate mais violento e gigante que houve no segundo conflito mundial, que foi entre a Alemanha Nazista e a União Soviética; coisa que o cinema de holyood sempre fez questão de ignorar ao máximo por influência ideológica. Por fim como não falar da excelente passagem dos créditos iniciais com música infantil alemã, e o encerramento do filme, irônico e grotesco, de aplaudir de pé. Obra-prima.

"Não se alegrem com a derrota deles homens, mesmo que o mundo tenha se erguido para combater o bastardo, a cadela que o pariu está no cio novamente"

Berltold Brech

domingo, 26 de agosto de 2007

UFC 74 - Comentários

Deu tudo errado para Gabriel Gonzaga. Em um misto de falta de sorte (nariz quebrado em um golpe involuntário) e uma grande apresentação de seu adversário detentor do título, o brasileiro perdeu por nocaute técnico no terceiro round. Randy Couture de fato é um lutador espetacular, vitalidade impressionante para sua idade (44 anos) e uma movimentação muito boa, mostrando mais leveza que Gabriel. Na minha opinião de nada vale colocar a culpa da derrota exclusivamente no nariz quebrado; o fato é que simplesmente o brasileiro não mostrou aquele detalhe a mais dos lutadores campeões: a superação em situação adversa e meio que se entregou a derrota pelo caminho mais fácil. Gonzaga não deixa de ser um ótimo lutador com esse resultado, afinal o seu adversário já é uma lenda do vale-tudo, mas demonstrou que ainda não é destinado a comandar a categoria mundialmente.

Nas outras lutas preliminares Marcos Aurélio segue o seu caminho ladeira abaixo e perde a terceira luta consecutiva desta vez para o afobado mas bom Caly Guida em decisão dividida. Thales Leite venceu bonito Ryan Jensen com um ambar, e Renato Sobral venceu de forma polêmica David Health com uma anaconda (o brasileiro demorou muito de afrouxar o golpe mesmo depois da desistência do adversário), e acabou saindo vaiado.

No geral foi um bom evento com boas finalizações, e a luta pricipal teve aquele cheiro da batalha dramática, com um mau final para o Brasil infelizmente. Uma pena que o UFC insiste em não transmitir de forma aberta todas as lutas, muitos bons combates simplesmente não são acompanhados pelo grande público que é obrigado a seguir apenas a transmissão dos cinco últimos combates, que não raro acabam sendo inferiores dos que não estão no chamado "card principal".

resultado completo do evento:

1 Clay Guida venceu Marcus Aurelio por decisão dividida
2 Thales Leites venceu Ryan Jensen por submissão (Armbar) 1 - 3:47
3 Frank Mir venceu Antoni Hardonk por submissão (Kimura) 1 - 1:17
4 Renato Sobral venceu David Heath por submissão (Anaconda choke) 3 - 3:30
5 Patrick Cote venceu Kendall Grove por TKO 1 - 4:45
6 Joe Stevenson venceu Kurt Pellegrino por decisão unânime 3 - 5:00
7 Roger Huerta venceu Alberto Crane por TKO 3 - 1:50
8 Georges St. Pierre venceu Josh Koscheck por decisão unânime 3 - 5:00
9 Randy Couture venceu Gabriel Gonzaga por TKO 3 - 1:37

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Filmes - O Barco

O BARCO (DAS BOOT) - Alemanha, 1981. Dirigido por Wolfgan Petersen; com Jürgen Prochnow, Herbert Grönemeyer, Klaus Wennemann, Hubertus Bengsch, Martin Semmelrogge, Bernd Tauber e Erwin Leder.

O gênero guerra no cinema, depois do segundo conflito mundial e advento da guerra fria, se multiplicou tanto que acabou se ramificando em outros subgêneros e um deles que ficou muito popular foi o "filme de submarino", logo realizadores e público perceberam os atrativos dos filmes que abordam o tema, como confinamento e claustrofobia que propiciavam muita angústia e emoção na tela. Desses filmes, O Barco, realizado pelo diretor alemão Wolfgan Von Petersen explorou com sistemática praticamente todos os bons elementos que esse tipo de produção tinha para oferecer.

Logo de cara por ser realizado na Alemanha, abordando a saga de um submarino alemão durante a segunda guerra mundial (portanto mostrando o lado vencido) a obra se revela mais interessante e mais rara. A produção exepcional do filme e o cuidado no andamento do ritmo, tudo feito sem pressa mas sempre em uma escala crescente fazem com que o filme possua momentos únicos de suspense e tensão absoluta. A insalubridade dentro do submarino é chocante, a movimentação em steadicam é perfeita. Felizmente ainda as cenas realizadas fora do submarino são muito bem feitas, como a festa de despedida na abertura do filme, mostrando os homens comentendo excessos típicos de quem sabe que pode estar se divertindo pela última vez. Petersen acertadamente faz as vezes de diretor general, transformando o seu filme não apenas em uma aventura de ação, mas em um verdadeiro épico, exaltando a coragem dos homens que se submetiam àquelas condições terríveis.

O elenco funciona perfeitamente, com destaque para Jürgen Prochnow como o almirnate chefe, uma representação tão segura e perfeita que temos a impressão que ali não esta o ator interpretando mas o verdadeiro personagem, essa para mim é a essência da boa atuação. O uso do som no filme é outro aspecto digno de nota, com utilização buscando a perfeição, temos os barulhos enervantes típicos deste tipo de embarcação como sonares, explosões de minas e torpedos abafadas etc. O filme ainda consegue dignamente fugir de muitos cliches, principalmente em sua conclusão.

O Barco sem dúvida é uma realização cinematográfica de entretenimento de bom gosto como poucas, difícil não ficar impressionado no vitorioso esforço dos realizadores. Altamente recomendado.

Obs: existem três versões do filme uma editada de 143 minutos (a que passou nos EUA) uma de 209 minutos (a melhor) e uma integral de 293 minutos, usando todo material filmado que inclusive acabou virando série de tv.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

K1 GP Las Vegas 2007 - Comentários

Já falei como eu gosto do K1? Essa modalidade de combate me atrai muito pela demonstração de técnica dos lutadores, pela nobreza e elegância demonstrada nos movimentos e nos golpes, sem dúvida nesse sentido o K1 está deixando o boxe muito para trás na minha opinião, afinal este último tem estado muito apático, principalmente na categoria dos pesados e sua absoluta falta de nocautes e grandes ídolos.

Pois bem, aconteceu no último fim de semana no Cassino Bellagio em Las Vegas a última etapa do K1 GP antes do Final Elimination na Coréia. O evento foi morno, transcorreu sem as confusões do GP de Hong Kong mas teve algumas surpresas.

O Neozelandês Doug Viney, que entrou no torneio disputando luta reserva, ocupou a vaga do americano Rick Cheek (desistiu por causa de supercílio aberto), roubou a cena e ganhou o GP; oriundo do time de Ray Sefo o relativamente desconhecido lutador demonstrou muita segurança e paciência ao vencer as suas lutas, contra adversários favoritos como o russo Pitchkunov nas semifinais, e principalmente na final quando encarou o bom bielorusso Zabit Samedov com seu estilo afobado, provocador e agressivo. O neozeladês soube segurar o impulso inicial e acabou conduzindo a luta final a seu modo e venceu nos pontos. Samedov aliás ao meu ver venceu a sua semifinal para o também agressivo americano Patrick Barry injustamente, um grande equívoco dos juízes.

As superlutas também tiveram surpresas: Mighty Mo com a torcida toda a seu favor decepcionou e perdeu por pontos para estilo técnico do alemão Stefan Leko. Mighty Mo na minha opinião vem lutando demais ao longo desse ano e talvez a sua queda de produtividade nas últimas lutas seja por causa disso. E o experiente e superídolo Ray Sefo também vacilou, lutou sem combatividade, muito lento e perdeu por pontos em luta fraquíssima para o tecnicamente inferior suiço Bjorn Bregy. Já o combate entre Ariel Mastov e Peter Vondracek foi disparado o melhor da noite uma verdadeira batalha com ko's de ambos os lados terminado com o karateca Mastov vencendo no último round com um chute giratório no ventre de Vondacek.

Resultados:

Torneio:
- Doug Viney venceu Mahmoud Fawzy por KO no 1º round na luta reserva;
- Aleksandr Pichkunov venceu Tsuyishi Nakasako na decisão dos jurados;
- Rick Cheek venceu Imani Lee por TKO no 3º round;
- Patrick Barry venceu Rickard Nordstrand por KO no 2º round;
- Zabit Samedov venceu Esh´Chadar por TKO no 2º round;
- Semifinal: Doug Viney (entrou por desistência de Rick Cheek) venceu Aleksandr Pichkunov na decisão dos jurados;
- Semifinal: Zabit Samedov venceu Patrick Barry na decisão dos jurados;
- Final: Doug Viney venceu Zabit Samedov na decisão dos jurados;

Super lutas
- Ariel Mastov venceu Petr Vondracek por KO no 3º round;
- Stefan Leko venceu Mighty Mo na decisão dos jurados;
- Bjorn Bregy venceu Ray Sefo na decisão dos jurados;

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

K1 Gp Asia 2007 - Comentários

Foi realizado no último fim de semana o K1 GP Asia 2007 em Hong Kong (a data do cartaz está incorreta). O evento foi recheado de confusões, principalmente nas lutas do gp de oito lutadores. O lutador veterano japonês Musashi foi quem mais sofreu - nas quartas de final enfrentou o lutador sem-noção coreano de Tae-kwon-Do Yong soo Pak, que logo no primeiro round consegiu desferir três golpes baixos no japonês, sendo que o último foi fulminante obrigando a luta ser interrompida e recomeçando depois (inexplicavelmente Pak não foi desqualificado); no começo do segundo round após soar o gongo o coreano desleamente logo apos o cumprimento desferiu um chute baixo em Musashi, aí foi que o brios do japonês ficaram mexidos e partindo para cima desferiu um lindo nocaute no oponente com dois cruzados de direita e esquerda, a raiva de Musashi era tão grande que foi preciso ser segurado pelos corneres para não pisotear o ridículo lutador coreano já apagado no chão. Depois, de forma incrível Musashi acabou levando outro golpe baixo fortíssimo do bom lutador chinês Wang Kiang na sua luta seguinte, a semifinal, e não apresentou mais condições de luta; aí foi que veio a confusão: foi anunciado como vencedor o lutador chinês para em seguida o prsidente japonês do K1 revoltado chamar o juiz para conversar e em seguida ser anunciado Musashi como vencedor, deixando todo mundo confuso. Sem adiantar muito foi Kiang quem seguiu para a final pois Musashi em seu drama não tinha mais nenhuma condição de seguir no torneio.

Na segunda chave a confusão não foi menor, em duas lutas mornas (Senturyo é ridículo) os japoneses Taei Kin e Yousuki Fujimoto (como luta feio esse cara!) chegaram para se enfrentar nas semifinais. Em um Ko esquisito, com Fujimoto totalmente perdido dentro do ringue, Tae Kin se qualifica para enfrentar Wang Kiang na final, era para ser assim, mas Tae Kin também alega não tem mais mais condições de luta e deixa a vaga para o sortudo Fujimoto.

Na final Kiang, lutador da casa, claramente começa melhor, mas a tática feia de contragolpe de Fujimoto funciona e após uma série de golpes duros na cabeça e após resistir bravamente cambaleando o chinês cai para não levantar mais. O morno Fujimoto leva o GP Asia com uma boa dose de sorte ao seu lado e se qualifica para o Final Elimination do K1. Kiang fica visivelmente desolado, acho que não precisa nem dizer a sensação dele lutando em território Chinês e perdendo para um lutador japonês, sendo ambos países inimigos históricos ainda com forte tensão.

As superlutas também foram mornas com exceção do bom combate entre o três vezes campeão do torneio Peter Aerts e o dinamarquês Nicolas Pettas, depois de um primeiro round equilibrado o holandes "lumberjack" mostrou como se faz aplicando um lindo high kick na cabeça do pobre adversário que apagou imediatamente.

Resultados:

Super Lutas
- Peter Aerts venceu Nicholas Pettas por KO no 2º round;
- Badr Hari venceu Peter Graham na decisão dos jurados;
- Hong-Man Choi venceu Gary Goodridge por KO no 1º round;

Torneio
- Musashi venceu Yong Soo Park por KO no 2º round;
- Wang Qiang venceu Randy Kim por KO por KO no 2º round;
- Yusuke Fujimoto venceu Shi Hong Jian na decisão dos jurados;
- Taiei Kin venceu Sentoryu por KO no 1º round;
- Semifinal: Taiei Kin venceu Yusuke Fujimoto por KO no 2º round;
- Semifinal: Musashi venceu Wang Qiang por desistência
- Final: Yusuke Fujimoto venceu Wang Qiang por KO no 1º round;

Luta reserva
- Elhan Dennis venceu Kim Dong Wook por KO no 2º round.