quarta-feira, 30 de maio de 2007

terça-feira, 29 de maio de 2007

Filmes - Duro de Matar

DURO DE MATAR (DIE HARD); EUA 1988. Dirigido por Jonh MacTiernan, com Bruce Willis, Alan Rickman, Bonnie Bedelia, Reginald VelJohnson, Alexander Godunov e Paul Gleason.

Grande sucesso de público e crítica na época de seu lançamento, fenômeno das locadoras e de reprises na tv, Duro de Matar foi responsável por transformar o antes ator televisivo Bruce Willis em um superastro com cachê astronômico, e também o culpado pelo surgimento de infinitos filmes de ação de gosto duvidoso que tiveram a mesma premissa de herói-vilões-reféns confinados em um ambiente restrito seja avião, navio, aeroporto, ônibus e no caso deste aqui um edifício. A coisa importante nisto tudo para quem curte um bom cinema de ação, é que por baixo de tanto incenso Duro de Matar é realmente um excelente filme, muito bem estruturado com um enganoso começo vagaroso, personagens bem trabalhados – vilões perversos (alemães orientais comunistas, bem ao gosto da guerra fria) e um herói carismático bem encarnado por Bruce Willis, que demonstra tanto bravura como vulnerabilidade (boa sacada dele se manter-se com pés descalços e feridos por boa parte do filme). Vulnerabilidade esta que ia contra a tendência do cinema da época onde os heróis tinham que ter o aspecto anabolizado e indestrutível de super-homem, John McClane de fato se parecia muito com um policial normal, como qualquer outro e sua dificuldade e superação em enfretar os inimigos deram a força e longevidade necessária ao filme. As cenas de ação, acompanhadas de uma inspirada trilha sonora são muito bem bem orquestradas e grandiosas, coisa fina que hoje em dia para ser feita teriam que inventar de gastar uns 200 milhões de dólares e atolar o filme de efeitos CGI, onde basta ter um pouco de trabalho braçal e criatividade para conseguir o mesmo efeito na tela. John MacTiernan, caprichou nas tomadas, buscando sempre explorar com sucesso as possibilidades do cenário, com ângulos vertiginosos através de vidraças, espelhos trincados túneis apertados e outras bossas. Destaque total também para o ator inglês Alan Rickman (no filme o vilão Hans Gruber) cuja interpretação fortíssima confirma o dito de que um herói para ser forte precisa ter um antagonista de intensidade. Teve duas continuações bem barulhentas, que se firmaram mais no carisma do personagem do que no filme em si, o que somente esta primeira parte, soube conciliar com louvor.

Perfil Cinema - John McTiernan

Nascido em 1951 na cidade de Nova Iorque, McTiernan desde criança esteve ligado as artes já que o pai era ator e cantor de ópera. Formou-se na conceituadíssima escola de cinema de Nova Iorque (que tem entre os seus professores Martin Scorcese), e partiu para trabalhar em peças publicitárias, onde adquiriu experiência em filmagem comercial. Sua estréia no cinema foi em 1986 com o pouco visto terror Nomads, com Pierce Brosnan. A extrema bem-feitura do filme o credenciou para filmar com a super estrela da época Arnold Schwarzenegger no gênero que o consagraria: o de ação , O Predador, que na época foi criticado se tornaria depois quase um cult, devido ao seu perfeito clima e ritmo de mistério mesclado com a mais puras sequências de ação e aventura com ainda de quebra um pano de fundo de sci-fi. Seu filme seguinte seria considerado pelo público em geral como o seu melhor trabalho: Duro de Matar afirmaria-se como a sua obra mais típica e o destacou como o "diretor de ação"por excelência. Veio em seguida Caçada ao Outubro Vermelho, um triller político-ação da guerra fria com um elenco estelar. Mudou de gênero em 1992 com Os Últimos Dias do Paraíso, uma aventura romântica e faria em seguida aquele que outros tantos consideram a sua melhor obra, a homenagem ao cinema O Último Grande Herói, uma mistura de filme de ação com comédia auto-paródia que na época do seu lançamento foi mal recebido. Faria a terceira e movimentada parte de Duro de Matar e em seguida a aventura histórica O Décimo Terceiro Guerreiro. Seguiu-se pelos anos noventa como realizador do primeiro time de Holyood, mas sem o brilho dos seus filmes dos anos 80 e começo dos noventa, principalmente após se envolver com sérios problemas com a justiça americana em um caso confuso de espionagem cinematográfica. Seus trabalhos do chamado cinema do movimento se distiguem pela dose elevada do elemento clima, principalmente com uso trepidante de trilha sonora e heróis protagonistas e vilões antagonistas fortes, os filmes se destacam também pelo trabalho cuidadoso de produção, fazendo-se ver na tela cada milhão de dólares gasto. McTierman deve ter uma nova chance no gênero este ano com o filme Deadly Exchange, uma estória de espionagem com Karl Urban.

Filmografia:

Basic (2003), Rollerball (2002), The Thomas Crown Affair (1999), The 13th Warrior (1999), Die Hard: With a Vengeance (1995), Last Action Hero (1993), Medicine Man (1992), The Hunt for Red October (1990), Die Hard (1988), Predator (1987), Nomads (1986).

domingo, 27 de maio de 2007

Go Jackson!!!

E este ano está totalmente contra as previsões. Sem sombra de dúvidas Liddell era o favorito, mas Rampage não tomou conhecimento. Longe da minha expectativa foi uma luta rápida, se Jakson tinha uma estratégia traçada não precisou utiliza-la. O vencedor simplesmente não tomou conhecimento, foi lá provocou, não foi precipitado, acertou um cruzado perfeito e correu pro abraço. Como na inscrição em seu calção (resurrect) Jackson conquistou o cinturão em grande estilo. Bem vindo de volta aos tops campeão.

sábado, 26 de maio de 2007

Hoje a Noite...UFC 71

UM BELO DUELO CAMARADAS, SEM DÚVIDA

Sim, Liddell (esquerda) é favorito, está em uma fase estupenda e simplesmente nocauteou os seus últimos sete adversários. Mas algo me diz que Jackson vai entrar no octogono para fazer a luta de sua vida, o seu jogo de westler é fenomenal e simplesmente é o lutador que junta as características perfeitas que são o ponto fraco de Liddell. Se o desafiante tiver calma, não for afobado e saber tomar a iniciativa no momento certo leva esta luta. Eu simplesmente torço para que seja um grande combate, daqueles que ficam na memória e dão gosto de assistir. Comentário sobre o resultado em breve.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Cretino...

Alguns dos melhores diálogos dos anos 80... com dublagem classica.



Stallone, continue seguindo o caminho das pedras e faça logo um "Cobra 2". Mas tem que ter o mesmo carro irado, porque senão perde a graça.

quarta-feira, 23 de maio de 2007

K1 Heros Dynamite USA Fechado!

Está fechado o card do Dynamite USA (2 de junho) e nem preciso dizer que está fodástico a expectativa é muito grande, confirmaram-se a participação de três brasileiros (Royce, Gesias e Pezão):

Brock Lesnar x Choi Hong-Man
Kazushi Sakuraba x Royce Gracie
Mighty Mo x Choi Mu Bae
Melvin Manhoef x Yoon Dong-Sik
Javier Vazques x Katsuhiko Nagata
Brad Pickett x Hideo Tokoro
Johnnie Morton x Bernard Ackah
Gesias Cavalcante x Nam Phan
Antonio Pezão Silva x Jonathan Wiezorek
Jake Shields x Ido Pariente

A luta principal como não poderia deixar de ser em eventos em solos americanos tem que ter um lutador da casa, no caso ficou o gigante Brock Lesnar contra o (não menos gigante) coreano Hong-Man. São praticamente dois estreantes (o Choi tem apenas uma luta profissional nestas regras, o Lesnar nenhuma) em MMA mas são nomes muito conhecidos no mundo do combate.

Outra coisa que chama a atenção é a vontade que os japoneses tem de o evento dar certo, para encher o coliseum de L.A. uma parte considerável dos ingressos está sendo vendida somente a dez dólares!

terça-feira, 22 de maio de 2007

Maria Ozawa! Parte 1





Um pouco da lindíssima niponica-canadense Maria Ozawa, uma das atrizes eróticas mais famosas do momento lá na terra do sol nascente.

Maria Ozawa! Parte2




Maria Ozawa! Parte 3




segunda-feira, 21 de maio de 2007

Filmes - Caçado

CAÇADO (THE HUNTED) EUA 2003; Dirigido por William Friedkin, com Tommy Lee Jones, Benicio Del Toro, Connie Nielsen, Leslie Stefanson, John Finn e José Zúñiga.

Injustamente, Friedkin foi relegado quase que a um segundo plano no mainstream do cinema americano devido a diversos fracassos comerciais sucessivos, felizmente devido ao seu trabalho de alto nível, sempre foi admirado por produtores e atores reconhecedores da qualidade de seu trabalho. Foi mais ou menos por estes caminhos que Caçado foi produzido, contando com um elenco de ponta Holyoodiano e todo o rico aparato que uma produção milhionária proporciona. O resultado como quase sempre no caso de Friedkin é muito satisfatório. O filme conta a história de um supermilitar americano chamado Aaron (Benicio Del Toro), que aparentemente entrou em surto psicótico e passa a matar indiscriminadamente caçadores em florestas reservadas norte-americanas. Como ele é supertreinado, as autoridades escaladas logo reconhecem sua incompetência para captura-lo, e recorrem ao homem que o treinou nas mais cruéis artes de rastreamento, captura e assassinato, o recluso Bonham (Tomy Lee Jones muito bom). A partir daí Friedkin confere um timing perfeito ao filme, mantendo de forma impressionante a adrenalina sempre alta, mostrando uma caçada de homem pelo homem, fazendo a todo momento paralelos perfeitos entre civilidade e selvageria (as tomadas aéreas que mostram a floresta selvagem se fundindo com a cidade de Portland são muito boas) racionalidade e instinto (Bonham vestido com roupas sociais rasteja farejando o chão como um animal para pegar seu alvo). Tudo acontece em uma narrativa que cresce em gravidade com o decorrer do filme e culmina em um duelo fantástico entre os protagonistas (uma briga selvagem de facas muito bem coreografada), duelo este que tem seu efeito potencializado pela multidimensionalidade de Aaron e Bonham, o primeiro um bom homem que foi sistematicamente destruído pelo estado militarista americano e o segundo também um homem de princípios mas que é responsável direto por esse processo. Os mais atentos poderão perceber ecos fortes de Progamado para Matar (Frist Blood), mas esta obra na minha opinião possui seu brilho próprio. O clima de realismo-documentalidade, marca resgistrada de Friedkin está presente em todo filme como sempre de forma enxuta, seca e direta. É muito bom perceber que o diretor mantem uma forte pegada após tantos filmes excelentes do gênero, e este aqui na minha opinião está entre os seus melhores.

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Grandes Combates da História do Vale-Tudo - Don Frye Vs. Yoshiriro Takayama

A Data: 23 de junho de 2002
O local: Saitama Super Arena, Japão
O evento: Pride 21 - Demolition

O que acontece quando se colocam dois malucos como Don Frye (oriundo dos antigos torneios do UFC) e Takayama (da luta-livre japonesa) para se confrontarem em cima do ringue? Só poderia dar em uma autêntica briga de rua, mas eu creio que mesmo com o espírito preparado ningúem esperava que assistiria a uma das demonstrações mais insanas de combate já vistas em um ringue. O gongo soa para o primeiro round e imediamente ambos iniciam uma torocação de socos absolutamente fora do normal próximo a um dos cantos, é um proporção idêntica de golpes de lado a lado, e quando ela enfraquece e finalmente cessa, vemos que o americano tem a mão muito mais pesada, visto ao já péssimo estado do rosto do japonês. Rapidamente Takayama agarra Frye e o arremessa para trás em um lance plástico impressionante, o americano levanta de pronto, mas o adversário já encosta com socos e joelhadas de uma fúria incrível que faz com que Frye fique bambo e veja seu protetor bucal voar pelos ares, a troca de socos prossegue sem trégua. Novamente takayama tenta mostrar seu westler, mas desta vez é mal sucedido e Frye acaba caindo sobre ele na montada. A partir daí vira uma luta de homem só, Frye passa a massacrar seu oponente com socos e Takayama pouco reage devido ao cansaço, logo o rosto do japonês, fica muito, mas muito castigado e o juiz encerra a luta. Seis minutos e dez segundos de uma energia incrível, de cair o queixo, a câmera focaliza o rosto do japonês em um estado lastimável, principalmente o seu olho esquerdo, nas cadeiras o público japonês vibra incessantemente, sabem que combates como esses são difíceis de se ver todo dia.

Melhores momentos da luta tirados do especial televisivo Pride Decade:



terça-feira, 15 de maio de 2007

Filmes - Robocop

ROBOCOP (Idem) EUA 1987; Dirigido por Paul Verhoeven, com Peter Weller, Nancy Allen, Kurtwood Smith, Ronny Cox, Miguel Ferrer, Dan O'Herlihy e Paul McCrane.

Robocop sem dúvida um filmes-marcos da cultura pop dos anos 80, e um dos melhores exemplares do cinema ação/Sci-fi já feito. Até hoje me impressiona a força desse filme e como o crivo dos estúdios de Holyood permitiram que o polêmico cineastra holandês Paul Verhoeven realizasse um filme tão ágil, violento e genial como esse (apesar do elenco fornecido ser do chamado segundo escalão). A trama é clássica e ao mesmo tempo criativa. Em um futuro próximo a cidade de Detroit no EUA se afunda em uma violência urbana sem precedentes, ao passo que a polícia e organismos de segurança controlados por uma mega corporação de consumo estão prestes a entrar em greve. Neste cenário o policial Alex Murphy acaba de entrar na polícia e começa o seu treinamento de rua com uma parceira. Após perseguirem um grupo de assaltantes de banco Alex Murphy é destroçado por balas, quem viu essa cena original sem os cortes da censura das infinitas reprises da TV sabe: é de cair o queixo. Dado como morto pela família, amigos e colegas Alex é induzido a beira da morte em um programa de criação de um superpolicial meio homem meio máquina e se torna Robocop, um andróide que tem que enfrentar a criminalidade da cidade, e ao mesmo tempo a intriga da própria corporação que o criou, que se mostra silenciosamente conivente com a greve policial, com a intenção da cidade degenarar-se e se auto-destruir para comandar financeiramente a reconstrução da mesma. É impressionante a agilidade narrativa que Verhoeven imprime ao filme, tudo ocorre de maneira fluida, convincente e com uma surpresa a cada cena. O roteiro brilhante agrega influência direta das Hq`s e animes japoneses. Apesar da extrema violência do filme (superdimensionada em todos os pontos, marca do diretor) a história evidencia um humor negro constante e um sarcasmo muito ágil, isso fica bem evidente nas transmissões televisivas, que pontuam os momentos chaves do filme, uma sacada genial, claramente retirada da Graphic Novel O Cavaleiro das Trevas de Frank Miller, que por sinal escreveria o roteiro das duas continuações. Também é muito interessante os recursos de tela que mostram o ponto de visão do protagonista. E não é só no quesito ação e agilidade que o filme se sai bem, ao retratar a personalidade dúbia do protagonista: ao mesmo tempo que imprime certa moral não hesita em ser cruel. E principalmente ao explorar o drama de Alex, (Peter Weller, com uma fisionomia fria muito boa para o papel) que descobre aos poucos que é uma aberração cuja a vida inteira foi apagada e passa a agir ao lado de sua parceira em conta própria, contra uma galeria de vilões incrivelmente perversos principalmente o famigerado
Clarence Boddicker (Kurtwood Smith, excelente). Por fim se destaca, a trilha sonora perfeita do grande Basil Poledouris, principalmente o tema central, que fica logo na memória. Um filme único, que se torna inesquecível, principalmente quem assistiu ele na época certa.

segunda-feira, 14 de maio de 2007

Marketa Brymova! Parte 1




Ai vai a supermodelo Marketa Brymova, ela vem lá do inesgotável reduto europeu de mulheres lindas, a República Tcheca.

Marketa Brymova! parte 2